domingo, 31 de agosto de 2014

A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL

A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL

                                                                             Por: Edimilson Lobato da Silva
                                                                             Turma de letras PTP - Acará                     

            A Educação Básica no Brasil, desde a Promulgação da Constituição de 1988 e, com mais evidência, nos últimos anos, vem sofrendo grandes mudanças, de um modo geral. Analisá-la, implica considerar determinados pontos preliminares, como: O pacto federativo, a desigualdade social, as ligações internacionais e a própria noção de educação básica, a fim de contextualizar as políticas de avaliação, focalização, descentralização, desregulamentação e financiamento. Tais alterações evidenciam uma forte focalização no ensino fundamental na idade legal apropriada, incluindo todas as séries iniciais, hoje com a iniciação no 1º ano e indo até o 9º, o mesmo não acontecendo com as outras etapas tão importantes quanto o ensino fundamental.
            A educação básica (ou ensino básico) é a designação dada ao nível de ensino correspondente aos primeiros anos de educação formal. Esta denominação corresponde consoante o sistema educativo que o ministra, a um conjunto específico de anos de escolaridade, correspondendo, na generalidade dos casos, aos primeiros 4 a 9 anos de escolaridade. De acordo com a Classificação Internacional Normalizada da Educação (International Standard Classification of Education, ISCED), a educação básica inclui: a educação primária, o primeiro estágio da educação básica, correspondente à aprendizagem básica da leitura, da escrita e das operações matemáticas simples; e o ensino secundário inferior, o segundo estágio do processo de escolarização, correspondente à consolidação da leitura e da escrita e às aprendizagens básicas na área da língua materna, história e compreensão do meio social e natural envolvente. Alguns sistemas educativos, em particular os de países em desenvolvimento, incluem na educação básica a educação pré-escolar e os programas de ensino de segunda oportunidade destinados à alfabetização de adultos. Num contexto mais genérico, educação básica designa o conjunto de atividades educativas, formais, não formais e informais, destinadas a satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem, em geral, correspondentes aos primeiros estágios do processo de alfabetização.
            A oferta da educação básica universal é considerada como uma das principais prioridades para iniciar o processo de mudança social e de desenvolvimento sustentado dos países em vias de desenvolvimento, sendo por isso o objetivo do programa Educação para Todos (Education For All) patrocinado pela UNESCO.
            Múltiplos estudos provam que a expansão da educação básica se repercute diretamente na melhoria dos padrões de saúde pública, na demografia e na economia. Outros benefícios da escolarização, embora mais difíceis de medir, mais que consequentemente devem ser levados em conta são a melhoria da governabilidade e da estabilidade política, resultando em geral, mas nem sempre, na criação de condições propícias ao desenvolvimento de democracias representativas e na melhoria acentuada do respeito pelos direitos humanos, visando assim, o bem estar de todos.
            Como podemos observar o conjunto de normas e regras que visam a dar sustentação a todas as estratégias de governo e de deliberação de verbas e recursos para os mais variados tipos e modelos de educação no nosso país, é denominada de LDB (LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO), a qual por sua vez tem gerido enormes benefícios para a população, dentro dos padrões exigidos pelos órgãos mundiais, no que tange a educação.
            Vale ressaltar, que discussões como esta que a professora Maria das Graças Rocha, ministrante da disciplina LDB, trouxe para dentro da sala de aula, sendo debatida em forma de seminários, fóruns e discussões em grupos de alunos, visam a dar mais sustentação e estabilidade para o futuro professor, enquanto facilitador de conhecimentos, uma vez que este deve estar a par de tudo o que se refere à problemática educacional em nosso país, em nosso estado e consequentemente em nosso município, chegando até as nossas comunidades interioranas, de modo a abranger o campo educacional de uma forma a proporcionar uma visão da realidade a que o professor está inserido.
            Como todas as leis que são baixadas em nosso país deixam brechas para que problemas sejam ocorridos, com a nossa LDB não seria diferente, uma vez que em uma plenária suscitada pela já referida professora, onde o tema principal era o TÍTULO II, que diz respeito: “Dos Princípios e Fins da Educação Nacional”, observamos que o artigo 2º frisa o seguinte: “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, com isto, podemos ver que a LDB se insere muito bem no que tange ao compromisso do governo com a formação profissional do cidadão, porém também frisa que a educação é dever da família, logo podemos deduzir que o aluno jamais deverá esperar que deveras o governo lhe dê capacitação, mas que o mesmo deve correr atrás de seus ideais e conseguir sua parcela no mercado de trabalho. Já o artigo 3º e o inciso l, fomentam a “igualdade de condições para acesso e permanência na escola”, daí observa-se que estamos em pé de igualdade uns com os outros, não somos mais ou menos inteligentes que os outros, temos que dar conta de que, com esforços tudo se consegue no que diz respeito a qualificação profissional, levando em consideração a “valorização da experiência extra-escolar”.
            Continuando nossas plenárias, orientados calorosamente pela experiente professora Maria das Graças, passamos pelo TÍTULO III da LDB, onde o foco da discussão foi “Do Direito à Educação e do Dever de Educar”, no inciso lll, vimos a preocupação do Estado com relação ao “atendimento educacional especializado gratuito as educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino”, este tema abordado, foi bastante discutido com os grupos e foram observadas as falhas a que se submete a nossa LDB, ainda foram levantadas questões dos problemas que existem em nosso município com relação a problemática da inclusão de alunos com deficiência, bem como também foram discutidas as questões sobre o bolsa família, que é um programa de incentivo do governo federal às famílias, visando com isso levar maior número de alunos às salas de aulas, através da várias modalidades de ensino como: mova, some, eja, dentre outras.
            No debate concernente ao TÍTULO IV, que diz respeito “Da Organização da Educação Nacional”, foram levantadas questões discursivas sobre como está organizada a educação em nosso país, visto que, como futuros professores, é de suma importância, nos atentarmos para assuntos como estes, uma vez que, nos depararemos com situações das mais complexas e temos de estar preparados para resolvê-las da melhor forma possível. Ainda foram plausíveis de um bom debate, questões como das faculdades clandestinas, que foram responsáveis por um grande número de pessoas prejudicadas em sua formação, acarretando assim, grandes problemas e prejuízos para nossa comunidade, está discussão foi de suma importância, pois, foi bastante esclarecedora para muitos e, servirá como orientação para aqueles que querem seguir em uma pós-graduação, mestrado etc.
            Outro assunto bastante polêmico discutido pelos bravos alunos da turma de letras de Acará, foi o TITULO VI da LDB, no que se refere aos “Profissionais da Educação”. Afinal, quem é Profissional em Educação? Esta foi a grande pergunta do dia, de um lado o representante de SINTEP local, nosso companheiro de luta Raimundo Zaire, de outro lado os estudantes de Letras querendo saber. Vamos pelo que diz a lei, Art. 61 – “Consideram-se profissionais da educação escolar básica os que nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos reconhecidos” são: (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009).
            I – professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio;
            II – trabalhadores em educação portadores de diplomas de pedagogia, com habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas;
            III – trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim.
            Com esses conceitos, ficou determinado quem realmente são os verdadeiros profissionais em educação, findando assim, nossa discussão acerca do assunto, uma vez que muitos pensavam que todos os membros de uma determinada escola como: serventes, porteiros, merendeiros, zeladores, vigias etc, seriam profissionais em educação, ( isto não quer dizer que não fazem parte do contexto) pondo fim definitivamente a este assunto, para o bem de todos.
            Por fim, outro assunto em discussão que gerou uma grande polêmica foi concernente ao TÍTULO VII da LDB “Dos Recursos financeiros”, onde a professora colocou a turma em duas grandes abas de discussão, de um lado os que eram a favor e de outro os que eram contra a aplicação dos recursos. Em forma de um júri simulado, foram contratados para defender o “réu” (o governo), os advogados de defesa Edimilson Lobato e o seu assessor José Alberto, para a acusação foi escolhido o advogado Valdenilson Modesto. Ambos travaram uma verdadeira batalha dentro do campo da LDB, que passeio maravilhoso e que metodologia usada pela professora, os advogados (alunos de letras) tiveram vinte minutos para fazer suas explanações, onde os dois primeiros deram um verdadeiro show de conhecimentos e mostraram que a educação não está tão mal como se pensa e que os recursos estão vindo e sendo aplicados, basta a boa vontade do poder  executivo municipal, por outro lado com números desatualizados o aluno Valdenilson tentava mostrar que a educação ainda é aquele caos de 50 anos atrás. Em suma, após as colocações e seus devidos argumentos, foi aberta a discussão para a turma, que fez questão de participar, sempre coma orientação de belíssima professora Maria da Graças, tirando nossas dúvidas e fazendo suas colocações à luz da LDB, onde fechamos com chave-de-ouro nossa disciplina e culminando assim com esta dissertação.

Postado em 31/08/2014 às 16h32m.









           
           
             




sábado, 16 de agosto de 2014

PROFESSORA COM 40 ANOS DE PROFISSÃO CAUSA ESPANTO NO PARANÁ. VEJA:
Professora de física causa polêmica ao pedir que alunos calculem “velocidade de bebê jogado para o alto” Estudantes de uma escola estadual de Londrina, no Paraná, ficaram impressionados com um trabalho passado por uma professora de física, no início desta semana. Isso porque as questões entregues pela educadora, de 60 anos, tinham como tema morte e violência. Em uma delas, a mulher pediu que os alunos do 1º ano do ensino médio calculassem a velocidade de lançamento de um bebê, jogado para o alto pelo “desnaturado papai”, a uma altura de 80 metros.


Foto: Divulgação/Colégio Estadual Hugo Simas As perguntas causaram polêmica entre pais e responsáveis pelos alunos, que foram indignados até o Colégio Estadual Hugo Simas procurar esclarecimentos sobre o caso. A atividade, que deveria ser entregue nesta quarta-feira (13), foi cancelada assim que o diretor João Batista Raminelli teve acesso ao trabalho. Ele deve convocar uma reunião com a professora para saber quais medidas e possíveis punições devem ser tomadas. Estudantes e familiares também devem participar do encontro, que ainda não tem data prevista para acontecer. O diretor informou que a educadora já pediu desculpas pelo trabalho e que explicou ter encontrado as questões em uma apostila. Representantes do Núcleo de Educação de Londrina, ligado à Secretaria Estadual de Educação, deverão analisar o material utilizado pela professora, além de conversar com a mesma pessoalmente. O órgão considera que o palavreado utilizado é desrespeitoso e não faz parte do cotidiano de uma escola, já que faltou bom senso na elaboração da atividade.
Que nós possamos tirar exemplo destas questões e saibamos formular melhor as nossas em sala de aula.
Um abraço do amigo e professor Edimilson Lobato (Mirituba).

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

15 de agosto: Adesão do Pará à Independência do Brasil Você sabe por que 15 de agosto é feriado no Estado do Pará? Há exatos 191 anos, em 15 de agosto de 1823, foi assinada a Adesão do Pará à independência do Brasil. Um fato que determinou a história recente do Estado. A adesão aconteceu quase um ano depois do famoso grito às margens do Ipiranga. Isso porque, naquela época, o país era dividido em duas Capitanias: A província do Grão Pará e Maranhão e a Província do Brasil. Os dois territórios faziam parte da colônia Portuguesa, mas quase não havia comunicação entre eles. O Pará se reportava diretamente a Portugal e pouco contato tinha com o resto do país. Por ordem do Imperador Dom Pedro I, a Esquadra comandada pelo almirante John Pascoe Grenfell, desembarcou em vários estados forçando os que ainda não haviam aderido à Independência, a aceitar a separação definitiva entre Brasil e Portugal. Mas, a missão deveria ir apenas até a Bahia. Não havia ordens para chegar ao extremo norte. Mesmo assim, eles desembarcaram no Porto de Salinas no dia 11 de agosto de 1823, conta o historiador João Lúcio Mazzini. Golpe – Um blefe de Grenfell convenceu os responsáveis pelo Estado a aceitar a adesão. O Almirante trazia uma carta que seria de Dom Pedro I. O documento comunicava que os governantes do Pará deveriam se unir ao Brasil, caso contrário teriam os territórios invadidos. A esquadra imperial estaria esperando em Salinas, pronta para bloquear o acesso ao porto da capital e assim sufocar a economia, baseada nas exportações. No mesmo dia 11, foi convocada uma assembléia no Palácio Lauro Sodré, sede administrativa na época. Acreditando na história e temendo um ataque, os governantes preferiram aderir à Independência, sob a condição de que os postos e cargos públicos fossem mantidos. A adesão foi assinada quatro dias depois, data escolhida para o feriado. A ata com as assinaturas faz parte do acervo do Arquivo Público do Estado do Pará. Foi uma revolução que não mudou absolutamente nada. Deixamos de pertencer ao império português e passamos a pertencer ao império brasileiro, mas para as pessoas comuns; negras, índias e pobres, não houve mudança, explica o historiador. Foi realmente um golpe. Era uma esquadra formada por 100 homens sob o comando de Grenfell, que tinha apenas 23 anos. A população de Belém era de pelo menos 15 mil pessoas. Não havia possibilidade de confronto. Revoltas – A manutenção do poder com a adesão resultaria, três meses depois, na Revolta do Brigue Palhaço, quando 256 pessoas foram confinadas no porão do navio São José Diligente e morreram asfixiadas, sufocadas ou fuziladas. A repressão contra os movimentos populares naquele momento que também culminou na Revolta da Cabanagem, em 1835, explica Mazzina. Se não fosse por esta união entre o Pará e o Brasil, nossa situação hoje poderia ser diferente. Poderíamos “ter evoluído para um Reino Unido a Portugal ou ao Brasil ou mesmo para um país independente”. Fonte: Pesquisa realizada pelo Professor Edimilson Lobato (Mirituba) Texto – Glauce Monteiro Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA – UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

sábado, 13 de julho de 2013

O CÚMULO DA INFRAÇÃO ARBITRÁRIA

O CÚMULO DA INFRAÇÃO ARBITRÁRIA Meus caros amigos, vocês devem estar se perguntando o porquê deste título para esta crônica. E, eu lhes repondo. Pura ignorância, safadeza mesmo, ausência do poder público honesto, abuso de autoridade, etc. Estes são alguns termos, que eu poderia usar, ou melhor, posso usar no que confere a um cidadão civil, exercendo o meu direito, perante a lei e a justiça. Fiquei profundamente indignado com a atuação da polícia militar hoje. Após um sábado cansativo de aulas pela Universidade Estadual do Pará, que funciona no prédio da Escola Deuzalina da Cunha e Sousa Carneiro, nesta cidade, parei para lanchar em uma padaria. Seguia pela Av. Fernando Guilhon, próximo a padaria do Sr. Alfredo, bairro da alegria, quando me deparei com uma freada brusca da viatura (zerada por sinal) da polícia, com apenas alguns dias de uso pela corporação. Fecharam um rapaz de pelo menos dezesseis anos que estava sem habilitação e não portava seus documentos. Ficaria eu, muito honrado se o trabalho da polícia não fosse questionado pelos moradores da comunidade, uma vez que, não fosse este ato, uma extorsão. Um policial desceu da viatura e montou na moto do rapaz, como se fosse a única irregular deste município. Levou-a para o batalhão e dispensou o motorista. Fiquei a observar o fato, visto que, também sou morador e convivo com a população sofrida deste bairro. Em menos de uma hora depois... Pasmem todos !!!. A polícia havia liberado a moto do rapaz, mediante um pagamento de R$ 60,00 (secenta reais). Isto mesmo, vejam só. O governador trás viaturas novas para que a policia preste um serviço de primeira com relação à segurança da população, e o que vimos é isso. Em plena via pública, durante o dia, pois era meio dia, EXTORSÂO MEDIANTE PAGAMENTO DE PROPINA. É brincadeira, não posso admitir, que em pleno século XXl, possamos passar por absurdos como este, visto que, somos sabedores que o DETRAN, repassou para a polícia militar, a incumbência de autuar e registrar as ocorrências no município, encaminhando-as para a sede do DETRAN em Abaetetuba. Polícia é pra caçar ladrão, safados, pessoas que não são bem vistas aos olhos da sociedade. Então levantemos nossas mãos, ou do contrário, sairemos todos algemados. Deixo aqui minha total indignação com relação à esta abordagem da polícia militar de Acará, que por sinal, a vitima, não é nem meu parente, mas, coincidiu de eu, está próximo e perceber o total despreparo de nossos policiais. Que essas abordagens, sirvam não só para os Acaraenses, mas para todo e qualquer delinqüente que venha a infligir as leis, seja aqui, ou seja, em qualquer lugar, em vista de a policia não ter sequer o controle, sobre os “filhinhos de papai” que andam de moto a esmo pela nossa cidade causando as mais barbáries vistas e, saindo sempre ilesos, seja física ou judicialmente, ou até então, combater o tráfico que está se alastrando pelo nosso município. Saudações à todos...Professor Edimilson Lobato

sábado, 15 de junho de 2013

Acará, O TITANIC do futuro.

NOTA AOS ACARAENSES. QUERIDOS!!! É preocupante a situação em que se encontra o nosso comércio local. Hoje, estive fazendo uma caminhada pelos principais pontos comerciais de nossa cidade o comércio do povão, digo, não os supermercados mas em alta escala ,mas, os comerciantes menores, os que sofrem com a falta de fregueses e de dinheiro. Estive no açougue de um amigo, onde ele disse-me, Mirituba, eu pegava uma banda de boi e, ao meio dia já tava morrendo a parada. Hoje, levo o dia todo e não vendo a metade. É mole!!!! Na lanchonete da cumadre ali próximo, ela disse-me, Eu pegava 70 coxinhas por dia e, ao meio dia estava de volta pra casa com meu dinheirinho no bolso. Hoje, baixei pra 40 já baixei pra 20 e o pior, pedi hoje dia 15 de junho de 2013, 10 coxinhas e só vendi 4, não sei o que vou fazer. Cadê o dinheiro... Numa loja de R$1,99, entrei pra comprar uma alça para um pen-driver, que susto tomei quando o vendedor me disse que aquela era a primeira venda que ele fazia no dia de hoje, já era 10 horas da manhã. Pensei, o que está acontecendo, onde está o capital de giro do mercado do município de Acará. Sabemos que o prefeito está tentando enxugar a folha...mas, como é esse enxugamento, quais suas consequências, quem precisará pagar o alto preço do desenvolvimento. Como será solucionado a situação dos que não recebem a meses. Como fica a situação dos comerciantes que dependem disso tudo. Sem falar nas pessoas que perderam o seu emprego, que não poderão honrar suas contas, é lamentável... Não quero aqui jogar a população contra ninguém, mas que minha pesquisa sirva de base para a busca de soluções de problemas que estão na cara de todo mundo, é só ver, e confirmar a situação. Aqui não abordei a situação das escolas, dos professores, dos alunos e nem dos funcionários públicos municipais. Visto que, estão a decretar uma greve geral no dia 17, ou seja, 2ª feira próxima. Temos ainda, a questão do Ensino Médio no Interior, onde funcionam 09 pólos com cerca de 1.150 alunos que dependem da sala da coordenação do SOME e, que foi desfeita por não terem funcionários municipais habilitados para assumir tal situação. Afinal, façamos uma conta, são 1.150 alunos cada qual com seus respectivos pais, o que dá um total de aproximadamente quase 3.500 votos, em virtude dos alunos serem maiores de idade, sem contar se tiverem irmãos ou parentes eleitores. É um caso a se pensar, ou então, entregar o peixe pro gato. No mais, espero um desfecho de qualidade para todo o povo e, que o prefeito possa conduzir o “BARCO”, com mãos firmes e não deixe acontecer o que aconteceu com o maior transatlântico que já existiu na história, e que é de conhecimento de todos, o famoso TITANIC, tomara DEUS, que ele não deixe o bicho bater na pedra..... Abraços à todos...... Professor: Edimilson Lobato.

sexta-feira, 8 de março de 2013

ACARÁ, O ALTO PREÇO DO CRESCIMENTO.

ACARÁ, TERRA BOA DE GENTE HOSPITALEIRA. E SUA SEGURANÇA? COMO FICA? Assaltos a luz do dia, motoristas incompetentes, de menor dirigindo sem habilitação, drogas rolando no mercado as barbas da polícia, travessia de balsa sem fiscalização, o que será que vem do outro lado. Já pararam pra pensar nisto? estes são alguns dos problemas que estão abalando nossa cidade e nossas estruturas. Nos preocupamos com a educação de nossos filhos, com nosso trabalho, com nossos compromissos. E, quem se preocupa conosco, com nossa segurança, com a segurança de nossos familiares, de nossos amigos, do povo de modo geral. Será que este é o preço que temos de pagar pelo avanço do progresso, pelo crescimento de nosso município. O Fluxo de carros e motos aumentou considerávelmente em nossa cidade, será que estamos preparados para isso? será que nossos hospitais suportam a demanda, ou nossos colegas deveram trabalhar dobrado, para suprir com os problemas causados pelos acidentes que acontecem frequentemente? Onde estão nossos representantes políticos, legais, instituidos pelo poder do nosso voto, ou será que temos que levar pela cara, mais uma vez, quem manda votar errado? Acordem, representantes, o povo clama...,Como já dizia Zezé de Camargo, em sua grande e belíssima canção, "Tem alguém levando lucro, tem alguém colhendo fruto, sem saber o que é plantar" "Feito um mal que não tem cura, estão levando a loucura, o país (Acará) que a gente Ama". Vamos lá povo de Deus, cobrar nossos direitos, afinal pagamos nossos impostos e somos sabedores de que, alguém tem que gritar e, este alguém, somos nós...Um forte abraço à todos, e que DEUS nos abençoe. Do amigo Edimilson Lobato (MIRITUBA).

sábado, 3 de novembro de 2012

A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL

A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL Por: Edimilson Lobato da Silva Turma de letras PTP - Acará. A Educação Básica no Brasil, desde a Promulgação da Constituição de 1988 e, com mais evidência, nos últimos anos, vem sofrendo grandes mudanças, de um modo geral. Analisá-la, implica considerar determinados pontos preliminares, como: O pacto federativo, a desigualdade social, as ligações internacionais e a própria noção de educação básica, a fim de contextualizar as políticas de avaliação, focalização, descentralização, desregulamentação e financiamento. Tais alterações evidenciam uma forte focalização no ensino fundamental na idade legal apropriada, incluindo todas as séries iniciais, hoje com a iniciação no 1º ano e indo até o 9º, o mesmo não acontecendo com as outras etapas tão importantes quanto o ensino fundamental. A educação básica (ou ensino básico) é a designação dada ao nível de ensino correspondente aos primeiros anos de educação formal. Esta denominação corresponde, consoante o sistema educativo que o ministra, a um conjunto específico de anos de escolaridade, correspondendo, na generalidade dos casos, aos primeiros 4 a 9 anos de escolaridade. De acordo com a Classificação Internacional Normalizada da Educação (International Standard Classification of Education, ISCED), a educação básica inclui: a educação primária, o primeiro estágio da educação básica, correspondente à aprendizagem básica da leitura, da escrita e das operações matemáticas simples; e o ensino secundário inferior, o segundo estágio do processo de escolarização, correspondente à consolidação da leitura e da escrita e às aprendizagens básicas na área da língua materna, história e compreensão do meio social e natural envolvente. Alguns sistemas educativos, em particular os de países em desenvolvimento, incluem na educação básica a educação pré-escolar e os programas de ensino de segunda oportunidade destinados à alfabetização de adultos. Num contexto mais genérico, educação básica designa o conjunto de atividades educativas, formais, não formais e informais, destinadas a satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem, em geral, correspondentes aos primeiros estágios do processo de alfabetização. A oferta da educação básica universal é considerada como uma das principais prioridades para iniciar o processo de mudança social e de desenvolvimento sustentado dos países em vias de desenvolvimento, sendo por isso o objetivo do programa Educação para Todos (Education For All) patrocinado pela UNESCO. Múltiplos estudos provam que a expansão da educação básica se repercute diretamente na melhoria dos padrões de saúde pública, na demografia e na economia. Outros benefícios da escolarização, embora mais difíceis de medir, mais que consequetemente devem ser levados em conta são a melhoria da governabilidade e da estabilidade política, resultando em geral, mas nem sempre, na criação de condições propícias ao desenvolvimento de democracias representativas e na melhoria acentuada do respeito pelos direitos humanos, visando assim, o bem estar de todos. Como podemos observar o conjunto de normas e regras que visam a dar sustentação a todas as estratégias de governo e de deliberação de verbas e recursos para os mais variados tipos e modelos de educação no nosso país, é denominada de LDB (LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO), a qual por sua vez tem gerido enormes benefícios para a população, dentro dos padrões exigidos pelos órgãos mundiais, no que tange a educação. Vale ressaltar, que discussões como esta que a professora Maria das Graças Rocha, ministrante da disciplina LDB, trouxe para dentro da sala de aula, sendo debatida em forma de seminários, fóruns e discussões em grupos de alunos, visam a dar mais sustentação e estabilidade para o futuro professor, enquanto facilitador de conhecimentos, uma vez que este deve estar a par de tudo o que se refere à problemática educacional em nosso país, em nosso estado e consequentemente em nosso município, chegando até as nossas comunidades interioranas, de modo a abranger o campo educacional de uma forma a proporcionar uma visão da realidade a que o professor está inserido. Como todas as leis que são baixadas em nosso país deixam brechas para que problemas sejam ocorridos, com a nossa LDB não seria diferente, uma vez que em uma plenária suscitada pela já referida professora, onde o tema principal era o TÍTULO II, que diz respeito: “Dos Princípios e Fins da Educação Nacional”, observamos que o artigo 2º frisa o seguinte: “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, com isto, podemos ver que a LDB se insere muito bem no que tange ao compromisso do governo com a formação profissional do cidadão, porém também frisa que a educação é dever da família, logo podemos deduzir que o aluno jamais deverá esperar que deveras o governo lhe dê capacitação, mas que o mesmo deve correr atrás de seus ideais e conseguir sua parcela no mercado de trabalho. Já o artigo 3º e o inciso l, fomentam a “igualdade de condições para acesso e permanência na escola”, daí observa-se que estamos em pé de igualdade uns com os outros, não somos mais ou menos inteligentes que os outros, temos que dar conta de que, com esforços tudo se consegue no que diz respeito a qualificação profissional, levando em consideração a “valorização da experiência extra-escolar”. Continuando nossas plenárias, orientados calorosamente pela experiente professora Maria das Graças, passamos pelo TÍTULO III da LDB, onde o foco da discussão foi “Do Direito à Educação e do Dever de Educar”, no inciso lll, vimos a preocupação do Estado com relação ao “atendimento educacional especializado gratuito as educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino”, este tema abordado, foi bastante discutido com os grupos e foram observadas as falhas a que se submete a nossa LDB, ainda foram levantadas questões dos problemas que existem em nosso município com relação a problemática da inclusão de alunos com deficiência, bem como também foram discutidas as questões sobre o bolsa família, que é um programa de incentivo do governo federal às famílias, visando com isso levar maior número de alunos às salas de aulas, através da várias modalidades de ensino como: mova, some, eja, dentre outras. No debate concernente ao TÍTULO IV, que diz respeito “Da Organização da Educação Nacional”, foram levantadas questões discursivas sobre como está organizada a educação em nosso país, visto que, como futuros professores, é de suma importância, nos atentarmos para assuntos como estes, uma vez que, nos depararemos com situações das mais complexas e temos de estar preparados para resolvê-las da melhor forma possível. Ainda foram plausíveis de um bom debate, questões como das faculdades clandestinas, que foram responsáveis por um grande número de pessoas prejudicadas em sua formação, acarretando assim, grandes problemas e prejuízos para nossa comunidade, está discussão foi de suma importância, pois, foi bastante esclarecedora para muitos e, servirá como orientação para aqueles que querem seguir em uma pós-graduação, mestrado etc. Outro assunto bastante polêmico discutido pelos bravos alunos da turma de letras de Acará, foi o TITULO VI da LDB, no que se refere aos “Profissionais da Educação”. Afinal, quem é Profissional em Educação? Esta foi a grande pergunta do dia, de um lado o representante de SINTEP local, nosso companheiro de luta Raimundo Zaire, de outro lado os estudantes de letras querendo saber. Vamos pelo que diz a lei, Art. 61 – “Consideram-se profissionais da educação escolar básica os que nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos reconhecidos” são: (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009). I – professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio; II – trabalhadores em educação portadores de diplomas de pedagogia, com habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas; III – trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim. Com esses conceitos, ficou determinado quem realmente são os verdadeiros profissionais em educação, findando assim, nossa discussão acerca do assunto, uma vez que muitos pensavam que todos os membros de uma determinada escola como: serventes, porteiros, merendeiros, zeladores, vigias etc, seriam profissionais em educação, ( isto não quer dizer que não fazem parte do contexto) pondo fim definitivamente a este assunto, para o bem de todos. Por fim, outro assunto em discussão que gerou uma grande polêmica foi concernente ao TÍTULO VII da LDB “Dos Recursos financeiros”, onde a professora colocou a turma em duas grandes abas de discussão, de um lado os que eram a favor e de outro os que eram contra a aplicação dos recursos. Em forma de um júri simulado, foram contratados para defender o “réu” (o governo), os advogados de defesa Edimilson Lobato e o seu assessor José Alberto, para a acusação foi escolhido o advogado Valdenilson Modesto. Ambos travaram uma verdadeira batalha dentro do campo da LDB, que passeio maravilhoso e que metodologia usada pela professora, os advogados (alunos de letras) tiveram vinte minutos para fazer suas explanações, onde os dois primeiros deram um verdadeiro show de conhecimentos e mostraram que a educação não está tão mal como se pensa e que os recursos estão vindo e sendo aplicados, basta a boa vontade do poder executivo municipal, por outro lado com números desatualizados o aluno Valdenilson tentava mostrar que a educação ainda é aquele caos de 50 anos atrás. Em suma, após as colocações e seus devidos argumentos, foi aberta a discussão para a turma, que fez questão de participar, sempre coma orientação de belíssima professora Maria da Graças, tirando nossas dúvidas e fazendo suas colocações à luz da LDB, onde fechamos com chave de ouro nossa disciplina e culminando assim com esta dissertação.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A ALMA É IMORTAL

Caros Leitores, depois de anos de pesquisas, cheguei ao cume deste trabalho, que contou com a ajuda de várias pessoas e, hoje estou postando o mesmo em nosso blog, é um trabalho de pesquisa e de informações acumuladas ao longo de vários dias, que quero compartilhar com vocês. Também agradeço aos amigos adventistas, em especial aos amigos da Esperança.com.br, ou bíblia.com.br(acesse por favor) que me ajudaram a desvendar alguns enígmas que até hoje são imperceptíveis ao ser humano, que não possui este olhar mais apurado e mais crítico com relação à Bíblia. O trabalho a seguir é um momento de reflexão que todos devemos ter com relação aos acontecimentos que hoje aí estão, desafiando a natureza de DEUS e dos homens, é um convite à reflexão diária.Leia e se delicie com tamanha obra de pesquisa. Boa viagem...bons estudos...do amigo (professor Edimilson Lobato-MIRITUBA) A ALMA É IMORTAL De acordo com a Bíblia, a “alma” só existe enquanto o ser humano está vivo. Isso mesmo: “alma” não é uma entidade consciente que pode ser separada do corpo, mas o próprio corpo vivo. Para entendermos o conceito de “alma”, não deveríamos recorrer à filosofia grega[1], mas à origem de vida como foi descrita por Deus em Gênesis 2:7: “Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Perceba que Deus reuniu duas coisas: pó da terra e fôlego de vida (que vem de Deus). Com Seu poder cria¬dor, ordenou que da mistura dessas duas coisas aparecesse o homem vivo, uma alma vivente. Gênesis 2:7 não diz que o ser humano tem, mas que ele é uma alma. Homem vivo e alma vivente é a mesma coisa. Quando o pó da terra e o fôlego de vida se separam, desaparece a “alma” – a pessoa que era viva passa a se decompor. Em Eclesiastes 3:19 e 20 lemos que, na morte, tanto os seres humanos quanto os animais vão para o mesmo lugar, indicando que ninguém, na atualidade, antes do juízo final (Apocalipse 20) vai para “um lugar intermediário”, “Céu” ou inferno: “Porque o que sucede aos filhos dos homens, sucede aos animais; o mesmo lhes sucede. Como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó, e ao pó tornarão.” No Novo Testamento, Jesus Cristo comparou a morte ao sono, indicando assim que os queridos que estão na sepultura estão dormindo: “Isto dizia, e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.” João 11:11-14. No sono, a pessoa perde a noção do tempo e da existência e não sabe nada do que acontece ao seu redor. O mesmo ocorre na morte, segundo a Bíblia: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem de coisa nenhuma… Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol… no além para onde tu vais, não há obra, em projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:5, 6 e 10. Há esperança! Mesmo não havendo consciência depois da morte, ela não é o fim de tudo! A Bíblia ensina que na volta gloriosa de Jesus (1 Coríntios 15:23; Apocalipse 1:7) Ele irá ressuscitar os mortos (1 Tessalonicenses 4:13-18) e trazê-los à vida novamente. Essa é a doutrina da ressurreição, a solução de Deus para a morte: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.” Isaías 26:19. “Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.” Salmo 17:15. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 1 Coríntios 15:51-55. Apegue-se a essa promessa e, se um dia perdeu um ente querido, conforte-se com a doutrina da volta de Jesus e da ressurreição dos mortos, como orienta 1 Tessalonicenses 4:18: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.” Considerações finais A morte é um sono, um estado de inconsciência total até a volta de Jesus. Quando o homem morre, diz Jó 14:21: “Os seus filhos recebem honras, e ele o não sabe; são humilhados, e ele o não percebe.” Não existem “almas” vagando por aí[2], em algum lugar do espaço. Quando o homem morre, a alma morre, pois o homem e alma são a mesma coisa. O corpo vai para a sepultura e aí fica aguardando, em inconsciência total, a ressurreição, quando for chamado por Deus. É bom que seja assim, pois quando o homem ressuscitar, ao chamado de Deus, não saberá quanto tempo ficou na sepultura e terá a impressão de que acabou de morrer e já está vendo o Senhor Jesus Cristo. E, no entanto, pode ter ficado na sepultura um dia, um ano, um século ou milênios. A idéia de que a alma não morre é ensino de Satanás e foi a primeira mentira pregada pelo diabo: “Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” Gênesis 3:4. A verdade é aquela que Deus disse, em Gênesis 2:17: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Jesus disse que o diabo é mentiro¬so e Pai da mentira (João 8:44). A mentira do diabo é a base do espiritismo e de todo ensino que diz que a alma é imortal sem primeiro a pessoa ser ressuscitada! Se um dia perdeu um ente querido, apegue-se à promessa de Deus e conforte-se com a doutrina da volta de Jesus e da ressurreição dos mortos, como orienta 1 Tessalonicenses 4:18: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.” ________________________________________ [1] A crença popular de que a “alma” sai do corpo quando o homem morre e vai para o céu, purgatório ou inferno não tem o apoio da Bíblia. É uma idéia pagã, trazida do Egito e da Babilônia, e introduzida no Ocidente por Platão, o grande filósofo grego. [2] As que “parecem ser” são demônios personificados, que imitam as pessoas que morreram para iludir os queridos vivos e que estão sensíveis com a perda. Deus condena qualquer prática espírita por isso. Ver Deuteronômio 18:10-14. ESPERANÇA.COM.BR

ANÁLISE DA OBRA "O MANDARIM"

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE LÍNGUA E LITERATURA VERNÁCULAS CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LÍNGUA PORTUGUESA PLANEJAMENTO TERRITORIAL PARTICIPATIVO – PTP – 6º MÓDULO LITERATURA PORTUGUESA Acará – PA 2012 Edimilson Lobato da Silva; Raimundo Zaire Soares da Cruz; Sérgio de Sousa Lourinho. ANÁLISE DA OBRA “O MANDARIM “ - Este trabalho é um requisito parcial de avaliação da disciplina Literatura Portuguesa, ministrada pela Profª. Rosa Sueli dos Santos do Curso de Licenciatura Plena em Língua Portuguesa da Universidade do Estado do Pará – UEPA. Acará – PA 2012 RESUMO DA OBRA: O Mandarim é um texto à parte no conjunto da obra queirosiana devido ao seu caráter fantasista e cômico, e que, exatamente em decorrência dessa característica, é considerado um texto “menor”, inferior, quando comparado às demais obras do escritor português. O Mandarim foi mais uma obra muito marcante do grande escritor português Eça de Queiroz. A Obra foi publicada pela primeira vez em folhetim, no Diário do Reino, em 1880, o Mandarim leva-nos até um cenário exótico, o oriente, que serve de pano de fundo à história de Teodoro. Teodoro é um simples amanuense do Ministério do Reino que, embora tenha uma vida modesta, não passa grandes privações. Está, no entanto, longe de alcançar os seus sonhos de luxo. Um dia, porém, depara-se com um jogo em que tudo o que tem a fazer é tocar uma simples Campainha para que um riquíssimo Mandarim chinês morra e ele herde toda a sua fortuna. Perseguido e atormentado pelo Diabo, Teodoro faz a campainha tilintar e, depois de um mês de ansiedade e de incredulidade, fica milionário. Mas agora que tem a vida de fausto, ou seja, com que sempre sonhara sente-se, à medida que o tempo passa, cada vez mais desiludido devido à hipocrisia e mediocridade da raça humana. Pior ainda é a visão constante do mandarim Ti-Chin-Fu morto, e da sua família que vive agora na miséria. Roído pelo remorso decide partir para Pequim a fim de procurar a família do falecido e casar-se com uma das senhoras para, assim, legitimar a herança. A viagem, repleta de peripécias que quase lhe custa à vida, revela-se infrutífera, pois não encontra a família do morto. Regressa deprimido, pensativo, perseguido e, como as visões do mandarim morto não desaparecem de sua mente, chega a pedir ao Diabo que lhe devolva a vida, mas este não lhe faz a vontade. Abandona então a sua mansão e instala-se na pensão da D. Augusta, viúva do Marquês. Mas, corroído de escárnio por viver como um pobre, acaba por voltar à vida de rico, embora continue a sentir-se infeliz e vazio por dentro. Quando sente que é chegada há sua hora, ou seja, a sua morte, deixa em testamento, toda a sua fortuna em forma de testamento ao Diabo. Biografia do Autor José Maria Eça de Queiroz foi um importante romancista português do século XIX, nasceu em 25 de novembro de 1845, na cidade portuguesa de Póvoa de Varsin, morreu em Paris no dia 16 de agosto de 1900, é um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros romances de reconhecida importância, de Os Maias e o O crime do Padre Amaro; este último é considerado o mais importante. Aos 16 anos de idade, foi estudar direito na cidade de Coimbra. Seus primeiros trabalhos como escritor apareceram no Jornal Gazeta de Portugal. Trabalhou como administrador municipal no município de Leiria. Trabalhou também como cônsul de Portugal na Inglaterra. Esta época foi uma das mais produtivas de sua carreira. Eça foi discípulo do escritor francês Gustave Flaubert, de quem recebeu grande influência literária. Eça de Queiroz foi um dos pioneiros da literatura realista portuguesa. Abordou, em suas obras, diversos temas, no entanto, podemos observar algumas características comuns em seus romances, como, por exemplo, abordagem de temas cotidianos, descrição de locais e comportamento de pessoas, pessimismo, ironia e humor. Com relação ao narrador este se apresenta inserido na trama, pois o personagem Teodoro narra as suas próprias aventuras em de se tornar um homem rico. O Mandarim é a primeira obra relativamente extensa do autor, escrita em primeira pessoa. No entanto, essa observação pode reforçar o argumento de que o conto representa um momento de rejeição do modelo naturalista da época, que propunha a narrativa em terceira pessoa, mais adequada à análise objetiva. Quanto às personagens, é magnífica a magistral caracterização das personagens feita nesta obra. O autor manobra, de tal modo, as suas personagens que, chegamos a pensar que elas não passam de meros fantoches manobrados a capricho do seu criador. Como podemos observar o desenrolar de cada um dentro do enredo: Teodoro: Protagonista do romance, bacharel amanuense do reino, ganhava 20.000 réis por mês e vivia numa casa de hóspedes, na Travessa da Conceição, nº 106, em Lisboa. Levava uma vida pacata e monótona. Era magro e corcovado – postura marcada, pelo muito que se vergara perante as lentes da Universidade e dos Diretores da Repartição. A sua ambição reduzia-se a desejos fúteis de bons jantares, em restaurantes caros, de conhecer viscondessas belas etc. Considera-se um "positivo". É um descrente, mas é supersticioso, pois, reza todos os dias a Nossa Senhora das Dores. Enfim, é um representante típico do burguês nacional, medíocre e frustrado de baixos valores morais. D. Augusta: É uma personagem secundária na obra. Dona da casa de hóspedes na Travessa da Conceição, em Lisboa, onde vivia Teodoro. Era viúva do Major Marques. Em dias de missa costumava limpar com clara de ovo a caspa do tenente Couceiro. Já Ti Chin-Fu, o mandarim assassinado por Teodoro, embora não faça nenhuma ação no conto, nenhuma fala, é de importância fundamental na obra, representa a vítima perfeita: é distante do seu algoz (ele não conhece Teodoro, bem como vive em uma cultura antípoda à do bacharel) é imensamente rico e sua morte é extremamente vantajosa para o assassino. Malgrado tudo isso, a sua inocência perante o mau gratuito que sofreu, para o qual não contribuiu em nada, trouxe angústia e desencanto a Teodoro, deixou a vida do ex-bacharel em ruínas. O Diabo: o Diabo veste aqui roupas da época descrita, querendo mostrar que o mal, na verdade, está bastante próximo do homem, até se confunde com ele mesmo. O Diabo é feito à imagem e semelhança do homem. O homem e o Diabo identificam-se, até mesmo para que as sua incitações tenham maior força. A obra mostra que o poder do Diabo só funciona em combinação com o lado negro do homem. Vladimira (generala): mulher do general Camilloff, e amante de Teodoro por um breve período. Alta, magra, delicada, é uma representação de um tema caro ao realismo: o adultério, como forma de revelar ao leitor a hipocrisia e a traição humana. General Camilloff: é representante do Império na China. Durante a ida de Teodoro à China, tornaram-se amigos. A sua lealdade para Teodoro era sincera, e até mesmo Teodoro via nele um homem de bem, embora não pudesse evitar traí-lo com um triângulo amoroso com a esposa do General, Vladimira. Representa aqui mais um falhanço moral de Teodoro ao ir para a China. Sá-Tó: intérprete de Teodoro durante a viagem na China. Quanto à história o narrador desta novela é Teodoro, bacharel e amanuense do Ministério do Reino. Mora em Lisboa, na pensão de D. Augusta, na Travessa da Conceição. Leva uma vida monótona e medíocre de um pobre funcionário público que suspira por uma ventura amorosa, por um bom jantar, num bom hotel, mas que tem pouco dinheiro, Teodoro não acredita no Diabo nem em Deus, mas é supersticioso. Certo dia descobre, na Feira da Ladra, um livro com a lenda do Mandarim, segundo a qual um simples toque de campainha, há certa hora, mataria o Mandarim e faria dele herdeiro dos seus milhões. O Diabo aconselha-o a tocar a campainha. Tocarás a campainha e serás rico. Teodoro influenciado pelo Diabo Toca a campainha. Começa então, uma vida de luxúria e dissipação. As mulheres são o seu fraco, logo é traído por Cândida, que o troca por um Alferes, logo se aborrece, permanecendo em si o sentimento de culpa do Mandarim que assassinara. Teodoro começa um verdadeiro itinerário e realiza viagens pela Europa e Oriente. Depois, decide partir para a China, pensando em compensar a deserdada família do falecido Mandarim, tudo ocorre mal. Tenta em vão fugir dos remorsos. Regressado a Lisboa tem visões com o Mandarim, acaba por pedir ao Diabo que ressuscite o Mandarim e o livre da fortuna, depois de muito penar com visões, remorsos e encargo de consciência Teodoro resolve deixar a sua fortuna ao Diabo, em testamento. Volta à sua vida de aborrecimento e saciedade, considerando finalmente, que "só sabe bem o pão que dia-a-dia ganham as nossas mãos". Quanto à estrutura do texto, esta é o modo como ele é organizado e de que forma é apresentado. O texto apresenta uma narrativa em primeira pessoa, abordando assim, suas personagens, seu enredo, sua trama, seu desenrolar da história, seu tempo, espaço e sua linguagem. A linguagem é formal com um texto narrado em 1ª Pessoa por Teodoro, possibilitando ao leitor fácil entendimento do texto narrado. Já o Tempo da história está relacionada a data de sua publicação que aconteceu em Junho de 1880, mas o texto não deixa claro a época precisa em que se passa, sabe-se somente que é no século XIX, em Portugal, particularmente em Lisboa. A duração da história também não fica clara, fala-se em dias, em meses, em estações. O enredo é linear, de ação lenta, com intensa caracterização do espaço como observamos no inicio do capítulo IV onde o autor cita algumas características de Xangai, “Daí subimos pelo rio Azul Tien-Tsin num pequeno steamer da Companhia Russel. Eu não vinha visitar a China numa curiosidade ociosa de tourieste: toda a paisagem dessa província, que se assemelha à dos vasos de porcelana, de um tom azulado e vaporoso, com colinazinhas calvas e de longe a longe um arbusto bracejante, me deixou sombriamente indiferente”. e o tempo é cronológico. “O espaço” da obra nos leva ao Oriente, que serve de contexto à história de Teodoro, um pacato amanuense do Ministério do Reino. Outra cidade que ele passou foi Pequim, na China, quando ele volta para procurar a família do mandarim que se encontrava desamparada. A cidade que mais aparece na história é Lisboa, em Portugal. “O clímax”, ou seja, o ponto alto da história se concentra em Teodoro, que movido pela tentação aguçada pelo Diabo de tocar a companhia fazendo com que a vida do mandarim termine e ele herde toda sua fortuna. Ação esta, que lhe propicia riquezas e ao mesmo tempo sofrimento pelo fato de o mesmo ter um peso em sua consciência em ver a família do mandarim em difícil situação. Quanto à “verossimilhança”, está associada ao fato de que ainda hoje muitas pessoas agem como Teodoro, movidas pela ambição e ganância de terem tudo do bom e do melhor de maneira fácil, acabam por cederem à tentação de se aproveitarem de certas circunstâncias em favor de melhorarem sua situação em detrimento de outras. Mostrando assim, que o dinheiro não traz paz e nem felicidade, como observamos na obra. Conclusão Podemos concluir que o dinheiro não trouxe alegria e muito menos felicidade a Teodoro, como ele esperava. Pois após fazer o pacto com o Diabo, ele conseguiu o que queria: herdar a fortuna do mandarim. Mas, ficou com peso na consciência por ter matado um inocente e desamparado sua família. Tempos depois, arrependido do que havia feito, sente o remorso e antes de sua morte deixa tudo o que herdara do mandarim para o Diabo, como forma de vingar-se e morrer sem peso na consciência. Referências Bibliográficas Texto proveniente de: A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro http://www.bibvirt.futuro.usp.br A escola do futuro da Universidade de São Paulo Permitido o uso apenas para fins educacionais. Texto-base digitalizado por: Marciana Maria Muniz Guedes – São Paulo/SP

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A BUSCA INCESSANTE DO SABER E DO RECONHECIMENTO. Olá amigos, estamos aqui de volta, como vocês estão? É com muito prazer que retomo ao discurso da "BUSCA DO SABER CONTINUADO", tomamos a frente de nossas decisões e partimos para a busca de nossos ideais e de nossos sonhos, estamos na era da tecnologia, as TICs estão ai, ao nosso redor, precisamos nos capacitarmos para que o mundo não nos deixe a mercê de suas modernidades e de seus avanços tecnológicos, ou seja, procure ser firme nos seus propósitos, nos seus objetivos, saia dessa cadeia, onde a mesmice prevalece sobre você, busque novas fontes de informações, novas tecnologias, atualize-se, vença por intermédio da busca incessante do saber, afinal você é um professor, você é um facilitador do conhecimento, procure ser claro e objetivo, de modo que as pessoas possam entender você, tenha bons hábitos, crie o prazer pela leitura, faça de seus esforços um prazer do dia-a-dia, trabalhe com fé, segurança, com convicção e, acima de tudo, com todo o suporte que lhe dê o reconhecimento que só você sabe buscar, enfim, sinta-se um jovem que está de coração e mente aberta para o diálogo,busque sempre a perfeição acima de tudo e, num futuro próximo você sentirá o reconhecimento das pessoas, afinal, sempre lutamos por isso e para isso, faça de sua luta um incansável campo de batalha onde o vencedor sempre será você. Seja feliz, pois você é merecedor de tudo o que de melhor há na face da terra, pois você é um filho de DEUS. Bom dia à todos, esta é uma mensagem de otimismo e confiança de seu amigo Edimilson Lobato (MIRITUBA)

sábado, 28 de julho de 2012

ELEIÇÕES A VISTA É HORA DE VOTAR
Olá amigos, É com muito prazer que eu estou de volta, para juntos podermos compartilhar nossas ideias, nossas felicidades, nossas angústias, nossas desilusões e nossas frustrações. Estive sumido, é verdade, estou estudando e me aperfeiçoando ainda mais, para que eu obtenha o poder de passar alguma coisa de importante para você que segue o nosso blogger.Estamos em pleno século XXI, e as pessoas ainda hoje, falam de democracias, de liberdade de expressão, de dinamização dos conceitos sociais, como nos primordes da história, porém, esquecem-se que as coisas não mudam da noite para o dia, e que precisamos de pessoas conscientes e capazes para mudar esta realidade. É assim, que em pleno ano eleitoral adentramos em mundo já conhecido por todos, mas que faz parte de muitas polêmicas por parte de muitos que não se esforçam, sequer para mudar o contexto em que vivem. Não podemos dizer, que fulano de tal votou sem consciência e que ciclano ganhou porque os burros votaram nele, muito pelo contrário, votamos conscientes, porém fomos vencidos pela maioria esmagadora, como acontece todos os anos.Por esse motivo, resolvi compartilhar com vocês essas ideias de mudanças, não pelo apêlo de pedir voto para quem quer que seja, mas com o intuito de pedir apoio para uma mudança radical, ou seja, estrutural, varredura mesmo. Chega de pilantras, chega de assistencialismo, somos cidadãos de bem e exigimos nossos direitos, ou não? Quero dizer-lhes, que votar, não é simplesmente cumprir seu papel de cidadão, mas sim, fazer valer o seu voto, a sua opinião. Não se troque por um punhado de dinheiro, por uma rede, uma dentadura, ou qualquer que seja a troca. Você, além de perder sua autonomia e o seu caráter, estará perdendo o seu poder de cobrança, o seu poder de reivindicar como cidadão. Pense nisso, jamais bata de frente com politicos safados, simplesmente mostre à eles que você está cansado de ser enganado, e que o mundo dá voltas e que agora quem está por cima é você. Seu voto é seu documento de liberdade e com ele você comprará um passo para esta liberdade, esta, que não está fora do alcance de cada um de nós, é só querermos...Pense nisso antes de votar!!! Do Amigo Mirituba.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

2012, PROMESSAS OU DESILUSÕES?

Chegamos ao ano de 2012, muitas renovações prometem chegar até nós, teremos mais um ano de eleições, junto com elas estão chegando àqueles que têm o dom de ludibriar-nos com suas palavras, seus atos e suas atitudes. É verdade que sempre falamos que estamos preparados para o que der e vier...mas, não temos um anti-vírus que nos proteja deste bombardeio de informaçõpes muitas das vezes caluniosas que leva nosso cérebro a entrar em xeque.
Temos o mais importante que é nossa liberdade de expressão, temos a arma mais poderosa do mundo que é a nossa fala. Mas, palavras voam com os ventos e desaparecem, por isso tudo é, que além de cobrarmos de nossos governantes, mudanças, ações, atitudes, deveríamos fazê-lo, de forma por escrito para que num futuro pudéssemos ter a certeza de que teríamos feito a coisa certa.
Não se deixe abater, por promessas ou simplesmente por um discurso fantasioso. Pare, analise, exprima sua ideia, dê sua opinião, faça valer o seu potencial, assim, veremos que a transformação acontecerá de forma clara e objetiva, visando sempre o bem estar de todos.
Lembre-se: O homem é avaliado pelo que pensa e pelo que pode contribuir para a melhoria do nosso planeta. Então, pense e dê frutos por intermédio de um pensamento filosófico transformador e gerador de boas causas, para a GRANDE TRANSFORMAÇÃO DAS PESSOAS.Pense Nisso...
Edimilson Lobato (o autor)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A DEVASTAÇÃO E AS QUEIMADAS ATINGEM NOSSO ACARÁ

Por: Edimilson Lobato - Professor em formação pela UEPA

É com profundo pesar que observamos o que acontece com o nosso município de Acará. Pessoas que por conta da ganância do "DINHEIRO", vendem suas terras, vendem seus bens a latifundiários que não estão nem ai para as consequências que acarretam para nossos habitantes. Podemos observar que, a alguns anos fazia frio nas belas noites acaraenses, hoje no entanto, fazemos malabaris para podermos durmir com o minimo de conforto, nossas crianças sofrem com o calor absurdo que faz, pelo poder das queimadas das áreas de projeto do dendê, isto tudo, em nome do progresso.
Onde estão nossos políticos, para enxergarem essas consequências traumatizantes, que faz o número de pessoas aumentar nas filas de nosso hospital a procura de medicamentos que amenizem um pouco o sofrimento causado pelo enorme poder das elevadas temperaturas que estamos acometidos nos dias de hoje. Tudo por causa deste maldito progresso, que vem passando por cima de tudo e de todos. Podemos observar áreas imensas sendo derrubadas nas proximidades da estrada que liga Concórdia do Pará ao Acará e por ai afora. Fumaças de queimadas riscaram o céu de nosso município nesta quinta feira dia 20 de outubro de 2011, estamos em pleno verão, mas em seguida uma forte chuva mandada pelo nosso bom DEUS caiu sobre nós para aliviar nossos pensamentos e assim podermos contemplar como eram bons aqueles tempos em que o Acará possuia um clima de montanha em que nossas crianças podiam tomar banho de rio e sorrir a espera de um amanhã melhor.
Cabe agora apenas lamentar, lembrar dos bons tempos que não voltam mais, que pena... que pena!!!

domingo, 16 de outubro de 2011

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO - QUESTÕES PARA REFLEXÃO

Universidade do Estado do Pará - UEPA
Departamento de Ciências Sociais e Educação - DCSE
Planejamento Territorial Participativo – PTP
Curso de Letras 3º módulo@ < @ PA
Disciplina: Filosofia Da Educação




QUESTÕES PARA REFLEXÃO




Acará – PA
2011


Edimilson Lobato da Silva




QUESTÕES PARA REFLEXÃO:
1 – Qual a importância da filosofia para a formação profissional do professor/educador?
Vivemos num mundo que valoriza as aplicações imediatas do conhecimento. O senso comum aplaude a pesquisa científica que visa à cura do câncer ou da AIDS; a matemática no ensino médio seria importante por “cair” no vestibular; a formação do advogado, do engenheiro, do fisioterapeuta prepara para o exercício dessas profissões. Diante disso, não é raro que alguém indague: “Para que estudar filosofia se não vou precisar dela na minha vida profissional?”.
De acordo com essa linha de pensamento a filosofia seria realmente “inútil”, já que não serve para nenhuma alteração imediata de ordem prática. No entanto, a filosofia é necessária. Por meio daquele “olhar diferente”, ela busca outra dimensão da realidade além das necessidades imediatas nas quais o futuro educador encontra-se mergulhado; ao tornar-se capaz de superar a situação dada e repensar o pensamento e as ações que ele desencadeia, o indivíduo abre-se para a mudança, e a este, incomoda o imobilismo das coisas feitas e muitas vezes ultrapassadas. Por isso mesmo, a filosofia pode ser “perigosa”, por exemplo, quando desestabiliza o status quo ao se confrontar com o poder.
Portanto, é de suma importância para a formação do profissional (professor/educador), ter este olhar filosófico sobre as coisas que o cercam, para que possa dar continuidade à busca pelo saber, uma vez que, a filosofia é o “amor a sabedoria”, e esta é a razão de ser do bom profissional.

2 – Existe alguma relação entre Filosofia e Educação? Qual?
Sim. A relação da filosofia com a educação existe desde a antiguidade do mundo grego. Os filósofos gregos, em busca da Arete humana, foram os que deram início às discussões sobre a filosofia da educação. Viam na educação um meio necessário para o alcance de uma cultura ideal e de uma alma purificada, capaz de elevar o homem ao conhecimento inteligível, apostando na busca de um ideal artístico de cultura.
A busca incessante pelo saber, tem dado novos rumos aos estudos filosóficos e vem dando suporte à educação, pois como já sabemos, a filosofia é a disciplina que tem tudo a ver com a sabedoria, é o amor a sabedoria, o que interliga os dois termos (filosofia e educação), sendo que um depende do outro. Logo, educação é tudo que se adquire por intermédio dos conhecimentos e da razão, ou seja, a filosofia está presente nestes conhecimentos por meio da razão.
Os ramos da educação descritos por Aristóteles são quatro: a gramática (leitura e escrita), a ginástica, o desenho e a música. A teologia fundamental da educação aristotélica, que também é o objeto da ciência política, tem como “finalidade suprema [...] infundir um certo caráter aos cidadãos – por exemplo, torná-los bons e capazes de praticar boas ações”.(Aristóteles, 1099b, 1999, p.28).
Segundo Luckesi a educação dentro de uma sociedade não se manifesta como um fim em si mesma, mas sim como um instrumento de manutenção ou transformação social. Assim sendo, ela necessita de pressupostos, de conceitos que fundamentem e orientem os seus caminhos. Em suma a Filosofia fornece à educação uma reflexão sobre a sociedade na qual está situada, sobre o educando, o educador e para onde esses elementos podem caminhar.

3 – Filosofia e Literatura são dois campos da apreensão/representação do mundo, da realidade. De que forma podemos associar estes dois campos?
Partindo do pressuposto de que a literatura é a arte de criar e de recriar textos a fim de expressar o fingimento do poeta, podemos associá-la à filosofia como campos de interação onde a busca pelo saber é calcada pela arte, ou pelo que há de mais belo, o texto literário.
A relação entre filosofia e literatura desde a Antiguidade, foi caracterizada por uma certa tensão: Assim, em Platão, o poeta aparece quase como o “outro” do filósofo, o que representa a emoção e não razão, inspiração e não conhecimento, um mentiroso “Platão argumenta que deveria ser proibida a partir de sua República ideal”. Sócrates afirma ser necessário o máximo de cuidado possível para que as crianças e jovens em formação não escutem estórias; se for necessária a sua transmissão, deve ser feita ao menor número de pessoas possível, em segredo (Platão, 378ª, 1996, pp. 99-89). O temor do poeta pode também ser encontrada em Kant, que supostamente disse que ele precisava ler vezes Rousseau diversas a fim de alcançar a “essência” de seu pensamento sem ser distraído por sua estética, bem como em reservas de Adorno à estilo literário de Kierkegaard.
Se a filosofia se orgulha em representar o conhecimento e a razão, as faculdades que afirma ser superior a inspiração e emoção, essa dicotomia, frágil e discutível desde o início, tornaram-se mais e mais difícil de manter. Em particular desde o final do século XVIII, que marca uma viragem na relação entre filosofia e literatura, a Europa tem visto que novas formas de escrita surgem, que desafiam a filosofia tradicional no campo da literatura, apropriando-se de questões que anteriormente tinham sido exclusivamente filosóficas.
Assim, podemos consolidar o campo da representação por intermédio do saber aplicado no texto poético, pelo verdadeiro conhecedor “o poeta”.

4- Como podemos vincular a Filosofia à Teoria da Linguagem?
Ao apresentar a teoria dos atos de fala, ou de que o uso da linguagem tem precedência sobre a semântica, nos distanciamos das posições essencialistas da filosofia. Por outro lado parece que a filosofia não tem mais nada a fazer ou que se confundiu com a sociologia ou antropologia.
Segundo Austin, existe um campo de investigação que é próprio da filosofia e que só ela é capaz de realizá-lo. Trata-se da análise da linguagem que parte da linguagem comum, como outras ciências, mas que não permanece na mera superfície dos fenômenos. Interessa à filosofia não o uso que se faz de uma língua nesta ou naquela cultura, mas sim as regras subjacentes às diferentes interações lingüísticas.
Partindo deste pressuposto, pode-se notar as diversas contribuições que a filosofia tem dado ao mundo contemporâneo por meio dos vários pensamentos filosóficos em que estamos inseridos no nosso cotidiano, logo, o cidadão ao expressar-se para efetivar uma comunicação, seja ela verbal ou não verbal, estará fazendo uso da filosofia, ou seja, seus pensamentos estarão sendo orientados por uma sustentação primordial da filosofia “a razão”. Aqui nota-se o vínculo maior da filosofia à teoria da linguagem, por meio da interação homem/sociedade, o que só pode dar-se por intermédio da língua.
A questão final diz respeito à noção de que a tarefa primordial, senão integral da Filosofia consiste na análise conceptual. A análise de conceitos básicos foi sempre uma preocupação dominante dos filósofos. Nos diálogos de Platão e Sócrates é representado como se passasse a maior parte do tempo fazendo perguntas como “O que é justiça?” e “O que é sabedoria?” As obras de Aristóteles foram dedicadas, em grande parte, a tentativas para chegar à definição adequada de termos como “causa”, “bem”, “movimento” e “conhecimento”. Tradicionalmente, tem se considerado que, por mais importante que seja essa atividade, é ainda preliminar às tarefas básicas do filósofo – as de chegar a uma concepção adequada da estrutura fundamental do mundo e a um adequado conjunto de normas para a conduta e organização social humanas.

A NATUREZA E FUNÇÃO DA LITERATURA

Por: Edimilson Lobato e Sérgio Lourinho

A NATUREZA E FUNÇÃO DA LITERATURA

SEGUNDO RENÉ WELLECK:
É no aspecto da “referência” que a “natureza” da Literatura transparece mais claramente. O Cerne da Arte Literária encontrar-se-á, obviamente, nos gêneros tradicionais: lírico, épico e dramático. Em todos eles, existe uma “referência”, um relacionar com um mundo de ficção, de imaginação. As afirmações contidas num romance, num poema ou num drama não representam a verdade literal: não são proposições lógicas. Existe uma diferença central e importante entre uma afirmação, mesmo a produzida num romance histórico ou num romance de Balzac que pareça comunicar uma “informação” quando publicada num livro de história ou de sociologia. Até na lírica subjetiva, o “eu” do poeta é um “eu” dramático, fictício. (pg. 27).
A Natureza e a Função da Literatura devem ser correlativas. O emprego da poesia decorre da sua natureza: todos os objetos ou classes de objetos são usados muito eficientemente e racionalmente por aquilo que são. (pg. 31).
A história da estética quase pode, resumidamente, descrever como sendo uma dialética cuja tese e antítese são o DOCE e o ÚTIL. (Dulce e o utile), como já resumia Horácio. Qualquer destes objetivos, separadamente, representa uma oposta e errada concepção no que respeita à Função da Poesia. Provavelmente é mais fácil relacionar o Dulce ET utile com base na função do que com base na natureza. A concepção de que a poesia é prazer. (pg.32).
A função da literatura segundo alguns técnicos, é aliviar-nos - sejamos escritores ou leitores – da pressão das emoções (pg.41).
A sua função primordial e principal é a da fidelidade a sua própria natureza (pg.42).
“É da natureza humana, buscar no meio em que vive esta paz interior, este equilíbrio entre o doce e o útil, o prazer que satisfaz a Alma e o Espírito e que só a Literatura proporciona, dentro de suas “obras” seja ela uma novela, um romance, um amor de vassalagem ou até mesmo um drama ou uma sátira. Esta junção de sentimentos dá forma, som, imagem, virtude e, sobretudo, pureza e beleza à obra tornando-a prazerosa, pois a produção ficcional interessa à Literatura, ela é a escrita imaginativa, deste modo é bastante fácil diferenciar a Linguagem da Ciência da Linguagem da Literatura. O signo é arbitrário e pode ser substituído por outros sinais equivalentes.
O poeta torna-se o “Criador da Obra”, desta forma teremos que reconhecer a ficcionalidade, a invenção ou a imaginação que são os traços característicos de uma obra, sendo esta uma incessante busca da fidelidade à sua própria natureza. Buscamos nos textos literários palavras com vários sentidos que vão deixando a imaginação aguçada e encantada com sua sonoridade e leveza de sentidos nos quais os poetas viajam em suas poesias, entram num mundo diferente e resgatam as mais doces e meigas palavras, somando-as de palavra em palavra chegando a um resultado ao qual chamamos de Poesia”.
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SEGUNDO ANTOINE COMPAGNON:
O nome literatura é certamente, novo (data do início do século XIX; anteriormente, a literatura conforme a etimologia, eram as inscrições, a escritura a erudição, ou o conhecimento das letras; ainda se diz “é literatura”) (pg.30)
A aporia resulta, sem dúvida, da contradição entre dois pontos de vista possíveis e igualmente legítimos; ponto de vista contextual (histórico, psicológico, sociológico, institucional) e ponto de vista textual (linguístico). A literatura ou o estudo literário está imprensado entre estas duas abordagens irredutíveis: uma abordagem histórica, no sentido amplo (o texto como documento), e uma abordagem lingüística (o texto como fato da língua, a literatura como arte da linguagem). (pg.30).
A filologia do séc. XIX ambicionava ser, na realidade, o estudo de toda uma cultura, da qual a literatura na acepção mais restrita era o testemunho mais acessível. (pg. 31).
A tradição literária é o sistema sincrônico dos textos literários, sistema sempre em movimento recompondo-se à medida que surgem novas obras. Cada obra nova provoca um rearranjo da tradição como totalidade e modifica ao mesmo tempo o sentido e o valor de cada obra pertencente à tradição. (pg.34).
A literatura seria atribuída, ainda que provisoriamente, e graças ao estudo literário, a tarefa de fornecer uma moral social. Do ponto de vista da função chega-se também a uma aporia: a literatura pode estar de acordo com a sociedade, mas também em desacordo, pode acompanhar o movimento, mas também precedê-lo (pg.37).
Para Compagnon o texto deve causar estranhamento à medida que o leitor busque novas respostas para suas dúvidas a fim de aprimorar a sua moral social. A Literatura reinava absoluta no sec. XIX, resgatando um amplo campo em meio a sociedade, onde desde de Aristóteles, Horácio e toda a tradição clássica tem por objetivo compreender o comportamento humano e a vida social, daí surge obras com Verossimilhança e a Mímese ( que são a imitação com a verdade e a vida). A literatura passa a ser o uso estético da linguagem e o portal de saída desta realidade para uma outra. Platão já citava a “Dicotomia”, ou seja a função e a forma da literatura. Já Aristóteles falava do Katharsis ou catarse( purgação ou purificação de emoções), onde colocava o prazer de aprender na origem da arte poética, ou ainda instruir agradando, levando em consideração que Literatura não é conhecimento filosófico e nem conhecimento científico bem como não se pode subestimar o poder da literatura haja vista que ela causa profundas transformações no “ser”, assim o indivíduo é um leitor solitário, um intérprete de signos, um caçador, um adivinho em busca de sua erudição para melhor compreensão do meio em que vive.
SEGUNDO JONATHAN CULLER:
Mesmo um pouco de perspectiva histórica torna essa questão mais complexa. Durante vinte e cinco séculos as pessoas escreveram obras que hoje chamamos Literatura, mas o sentido moderno da literatura mal tem dois séculos de idade. Antes de 1800, literatura e termos análogos em outras línguas européias significavam “textos escritos” ou “ conhecimento de livros”. Mesmo hoje, um cientista que diz “a literatura sobre evolução é imensa” quer dizer não que muitos poemas e romances tratam do assunto mais que se escreveu muito sobre ele. E, obras que hoje são estudadas como literatura na s aulas de inglês ou latim nas escolas e universidades foram uma vez tratadas não como tipo especial de escrita mas como belos exemplos do uso da linguagem e da retórica. ( pg.28).
Se a literatura é linguagem descontextualizada, cortada de outras funções e propósitos, é também, ela própria, um contexto, que promove ou suscita tipos especiais de atenção. Por exemplo, os leitores atentam para potenciais complexidades e procuram sentidos implícitos, sem supor, digamos que a elocução está ordenando que façam algo. (pg.32).
A comunicação depende da convenção básica de que os participantes estão cooperando uns com os outros e que, portanto, o que uma pessoa diz a outra é provavelmente relevante. O que diferencia as obras literárias dos outros textos de demonstração narrativa é que eles passaram por um processo de seleção: foram publicados, resenhados e reimpressos, pra que os leitores se aproximem deles com a certeza de que outros os haviam considerados bem construídos e de “valor”. Assim no caso das obras literárias, o princípio cooperativo é “hiper-protegido”. (pg. 33)
Para Culler, a literatura é um ato de fala ou evento textual que suscita certos tipos de atenção. O leitor é induzido a buscar no texto, repostas para o que pretende com a obra lida, pois não lhe é informado o que é literatura, o que faz com que o mesmo dê uma atenção especial para que possa encontrar nela tipos especiais de organização e sentidos implícitos, sem deixar de levar em consideração que nem todo tipo de fragmento de linguagem pode se dizer que é literatura. O leitor deve por meio do estudo, buscar as antíteses e metáforas, a fim de sentir os sons da palavra e a mensagem, e não preocupar-se só com a lingüística ou a semântica por si só. A literatura é a linguagem na qual os diversos elementos entram numa relação complexa, entre som e sentido, entre organização gramatical e padrões temáticos, no entanto, é necessário que procuremos e exploremos as relações entre forma e sentido ou tema e gramática, tentando entender a contribuição que cada elemento traz para o efeito do todo, encontremos integração, harmonia, tensão ou dissonância, sem deixar de lado esta relação que chamamos “ficcional”.
Por outro lado, lembramos Kant, que alerta para o lado da estética, que é o nome da tentativa de transpor a distância entre o mundo material e espiritual, onde o fim dos objetos estéticos é a própria obra de arte. Surge então o termo intertextualidade onde uma obra surge através de outra. As qualidades da literatura não podem ser reduzidas a propriedades objetivas ou conseqüências de maneiras de enquadrar a linguagem, mais como uma forma de proporcionar prazer e integração cultural em busca de amplitudes de conhecimentos.

PROJETO DE LEITURA

Por: Edimilson Lobato e Sérgio Lourinho

PROJETO DE LEITURA

JUSTIFICATIVA
Partindo de informações obtidas da conversa com professores que atuam no 6º ano do ensino fundamental nas escolas de nosso município (Acará), sobre o nível de leitura dos alunos do ano supracitado, descobrimos que neste ciclo do ensino há várias angústias e inquietações por parte dos educadores, pois nos seus relatos ficou bem claro que muitos alunos chegam ao 6º ano com uma grande dificuldade de leitura e interpretação de texto. Portanto, esses problemas acabam dificultando o ensino aprendizagem desses discentes.
Os professores, nos seus depoimentos, alegam que essa situação é conseqüência de um péssimo histórico escolar nas séries iniciais, portanto está constatado que a base da educação de um aluno está contida nessas séries, principalmente na educação infantil e na alfabetização, no entanto eles também afirmam que não há compromisso com essa iniciação escolar, tanto é, que o administrador da educação no município não tem a preocupação de inserir profissionais capacitados para trabalharem com estas turmas e acabam colocando leigos para atuarem neste ciclo, e é fato consumado que uma vez que a criança é prejudicada nesta iniciação ela carregará as conseqüências para o resto de sua vida, se não houver uma intervenção especial por parte dos próximos educadores.
Diante deste quadro educacional repleto de percalços e desafios, percebemos que é chegado o momento dos educadores reverem seus conceitos, seus níveis de formação e principalmente as suas práticas pedagógicas. Logo, é fundamentado nesta perspectiva de mudança que apresentaremos neste “projeto”, uma proposta pedagógica que vai contribuir para a transformação desta situação, através de metodologias que possibilitem ao educando, adquirir mesmo no 6º ano, a prática da leitura no seu sentido completo, ou seja, ler, compreender, interpretar e interagir com o texto.
Partindo do pressuposto que, o ensino planejado e sistematizado de estratégias lingüísticas em sala de aula, pode ajudar incisivamente no ensino aprendizado do educando, esperamos com esta proposta, realmente viabilizar a prática de leitura para os discentes do 6º ano. Abrindo assim, portas para que eles possam ter perspectivas de novos horizontes, com relação à leitura e a todo o seu ensino aprendizagem.


OBJETIVOS
GERAL
Contribuir para o acesso à prática de leitura a alunos que encontram dificuldades, por meio de metodologias que valorizem o hábito de ler como fonte de formação, possibilitando também, sua autonomia como leitor.

ESPECÍFICOS
 Incentivar o hábito da leitura através de novas dinâmicas;
 Demonstrar que os alunos aprendem de formas diferentes;
 Oportunizar a saída da padronização para a customização;
 Promover ao aluno a socialização de conhecimentos, através do hábito de ler;


REFERENCIAL TEÓRICO

“(...) A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir a continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do contesto a ser alcançada por sua leitura critica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. (...)” pg. 9.
Neste trecho do livro... de Paulo freire o autor nos relata que a leitura de mundo sempre vem antes da leitura da palavra é impossível conceber é impossível conceber a segunda sem antes conceber a primeira, pois é em um dinamismo constante que aprendemos a linguagem e a realidade.
“no esforço de retomar a infância distante a que já me referi buscando a compreensão do meu ato de ler o mundo particular em que me movia permitiram-me repetir recrio, revivo, no texto que escrevo a experiência vivida no memento em que ainda não lia a palavra. (...)”. Pg.10
No parágrafo acima fica claro a leitura de mundo do autor como acontecia, como se dava a partir da realidade em que Freire se inseria e praticava a leitura de mundo pois ainda não praticava a leitura da palavra. A leitura da palavra é uma revivência do que temos antes, ou seja, leitura de mundo. Finalmente entendendo os fragmentos que outrora não era claro, assim é possível o desenvolvimento de um todo, lembrando que quando estudamos já temos noções parciais em conhecimentos ali citados, ficando mais fácil de entender e compreender a questão estudada, que é a leitura, uma vez que esta tem diversos eixos. Freire cita leitura de mundo e da palavra, sendo que temos ainda a leitura sigilosa e oral, que aqui o autor não descreve.
“A leitura desenvolve-se de modo maior e eficaz em situações que ofereçam ampla gama de estímulos da linguagem oral e escrita”. Pátio Revista Pedagógica, ano XI Nº 45 fev/abr Porto Alegre, RS: Artmed Editora, 2008.
Partindo desse pensamento, o autor nos remete a idéia de que o educando necessita de amplos estímulos para que, através destes, possa atingir um patamar de satisfação às suas necessidades com relação à leitura.
“A Leitura é uma atividade que se realiza individualmente, mas que se insere num contexto social, envolvendo disposições atitudinais e capacidades que vão desde a decodificação do sistema de escrita até a compreensão e a produção de sentido para o texto lido. Abrange, pois, desde capacidades desenvolvidas no processo de alfabetização “Stricto sensu” até capacidades que habilitam o aluno à participação ativa nas praticas sócias letradas que contribuem para o seu letramento”. Prática de leitura e escrita / Maria Angélica Freire de Carvalho, Rosa Helena Mendonça (Orgs.) – Brasília: Ministério da Educação, 2006.
É algo que depende de cada individuo e que acontece em sociedade através de suas atitudes, de sua capacidade de decodificação do sistema de escrita e de sua compreensão e produção de sentido para o texto lido. Abrangendo desde suas capacidades desenvolvidas no processo de alfabetização até capacidades que o preparam para participar ativamente nas práticas sociais letradas que ajudam para o seu letramento.
“Para aprender a ler, portanto, é preciso interagir com a diversidade de textos escritos, testemunhar a utilização que os já leitores fazem deles e participar de atos de leitura de fato; é preciso negociar o conhecimento que já se tem e o que é apresentado pelo texto, o que esta atrás e diante dos olhos recebendo incentivo e ajuda de leitores experientes.
A leitura, como prática social, é sempre um meio, nunca um fim; ler é resposta a um objetivo, uma necessidade pessoal. Fora da escola, não se lê só para aprender a ler, não se lê de uma única forma, não se decodifica palavra por palavra, não se responde a perguntas de verificação do entendimento preenchendo fichas exaustivas, não se faz desenho sobre o que mais gostou e raramente se lê em voz alta. Isso não significa que na escola não se possa eventualmente responder a perguntas sobre a leitura, de vez em quando desenhar o que o texto lido sugere, ou ler em volta quando necessário. “No entanto, uma prática constante de leitura não significa a repetição infindável dessas atividades escolares”. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa: Ensino de primeira à quarta série. – Brasília: Secretaria de Educação Fundamental, 1997
Segundo o PCN para se obter a prática da leitura é necessário que o indivíduo tenha acesso a uma grande diversidade de gêneros textuais escritos. Pois, dessa forma o leitor tem a possibilidade de adquirir novos conhecimentos e novas experiências. O mesmo deixa exposto a importância sobre o conhecimento de mundo, ou seja, o conhecimento pelo menos parcial sobre o tema de que trata o texto, para que haja interação de conhecimentos do leitor para com o mesmo. E mais importante ainda é fazer defrontamento de compreensão de determinados temas, isto é, fazer relações sobre o entendimento adquirido de um leitor com o entendimento de outros leitores mais experientes.
O PCN fala também da leitura como prática social, que não deve ser algo finito e sim como uma prática contínua, a mesma não deve ser uma prática somente intra-escolar, portanto também tem que ser uma atividade extra-escolar e sempre com a função de dar embasamento para as leituras realizadas dentro do ambiente escolar.

METODOLOGIAS

Em nossa primeira aula assistiremos com os alunos documentários sobre leitura a fim de aguçar a curiosidade e o interesse da turma por esta prática. Na segunda aula distribuiremos livros de literatura infantil entre os educandos para que possam ler e conhecer as obras de cada livro.
Em nossa terceira aula promoveremos dramatizações de pequenas peças teatrais de obras literárias do gênero infantil. Já na quarta aula baseados nos enredos dos livros de literatura infantil os discentes podem criar pequenas histórias ou pequenos textos.
Na quinta e na sexta aula trabalharemos com a turma o circulo de cultura para que eles possam socializar as experiências adquiridas com a realização das atividades.




RECURSOS METODOLÓGICOS
• Livros de Literatura Infantil
• Aparelho de TV e DVD, CDs e DVDs de documentários
• Recursos Humanos, Materiais para montar Cenários e Figurinos
• Caneta, papel, lápis, papelão, cartolina, tesoura, barbante, pincel atômico, cola e madeira

AVALIAÇÃO

Acontecerá de maneira processual, ou seja, os alunos serão avaliados simultaneamente no decorrer de cada atividade. Levando em consideração os seguintes aspectos: participação, desenvolvimento individual e coletivo, assiduidade, responsabilidade e interesse.


BIBLIOGRAFIA

A importância do ato de ler – FREIRE, Paulo – Cortez / Autores associados – São Paulo: 1989.
Revista pedagógica Pátio, ano XII fevereiro/ abril 2008 numero 45. páginas: 23,24e25.
Praticas de Leitura e Escrita / Maria Angélica Freire de Carvalho, Rosa Helena Mendonça (Orgs). – Brasília: Ministério da Educação, 2006.
Parâmetros curriculares nacionais vol. 2 Língua portuguesa – Brasília: 1997.